Recentemente comprei um aparelho de ginástica pela internet, e assim que o recebi fiquei ansioso para montá-lo. Hoje em dia, as empresas fazem de tudo para facilitar a instalação, e recebemos a maioria das peças já pré-montadas.

Em determinada parte da montagem, me deparei com um parafuso que não encaixava na outra peça. Tentei de tudo… Bati com o martelo, passei sabão na peça, lixei a ponta do parafuso e ainda fiz uma pesquisa minuciosa no Google. Depois de muito estresse, minha esposa sugeriu esfriar a cabeça e continuar no dia seguinte. Apenas não liguei para o fabricante, “soltando os cachorros”, porque era Sábado.

Depois de todas essas tentativas frustradas, decidi tentar o óbvio, girando o parafuso para o lado contrário da rosca, já que a peça se localizava do lado oposto do aparelho…

Quantas vezes tentamos solucionar os problemas buscando alternativas que devam extrapolar a criatividade ou uma habilidade que muitas vezes não temos? Muito se fala em pensar “fora da caixa”, mas antes de sair dela, pense primeiro no óbvio. Na maioria das vezes, encontramos soluções mais simples e rápidas pensando no que está evidente.

Por isso, ao se deparar com um problema, pergunte a si mesmo:

  1. Já me deparei com esse problema antes?

  2. Tenho as competências necessárias para resolvê-lo sozinho?

  3. Caso eu precise de ajuda, quem seria a pessoa mais indicada? Ela já passou por este problema antes?

  4. Estou calmo ou o estresse já “tomou as rédeas” das minhas emoções?

  5. Quais as alternativas para solucionar este problema (da mais óbvia para a mais complexa)?

E comemore! Um dito popular fala que “a felicidade não é a ausência de problemas, e sim a forma como você lida com cada um deles”. Portanto, a cada desafio superado, agradeça… A quem lhe ajudou, a quem lhe proporcionou o desafio, e claro, a você mesmo!

Por Fernando Lopes