Muito se escuta sobre liderança exemplar. São muitas afirmações sobre a responsabilidade que os líderes carregam com suas ações.

a) “Você sempre tem que cumprir com o que prometeu”
b) “Para que seus liderados confiem em você, é preciso empatia constante”
c) “Controle sempre suas emoções”

Bom, com minha experiência na área de liderança e desenvolvimento de pessoas, não há graves problemas quanto às afirmações, entretanto, os líderes são seres humanos passíveis de erros e [falando sobre o título do texto] até os super-heróis nas histórias em quadrinhos, também possuem suas limitações.

Eis a palavra, limitações. Tenho plena certeza que existem líderes com maior facilidade para lidar com pessoas e outros não, isso não significa que por essa dificuldade, sua liderança não pode ser exemplar. Defendo a ideia de que me torno um líder exemplar quando reconheço meus momentos não exemplares e tomo uma atitude de mudanças e até compartilho com meus liderados sobre tal limitação, a ponto de que não se apoiem em minha fraqueza, mas sim, façam a diferença, como eu, contribuindo para um ambiente de aprendizado.

Como eu, isso mesmo! A ideia não é confirmar a famosa frase, “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, mas sim, faça o que eu faço também, que significa não se acomodar com as próprias fraquezas e juntos aprendermos a viver a melhor versão de nós mesmos. Sem julgamento, mas com o apoio do outro.

Ser um líder exemplar não é sinônimo de perfeição, mas sim, de muita humildade. A essência dessa liderança está em perceber forças e fraquezas, potencializando o que é bom e administrado o que vem atrapalhando o alcance dos resultados. Também não sustento o pensamento de características ou atributos de uma liderança.

Apoio-me na crença de que o líder influencia pessoas a realizarem algo por que querem e isso não se conquista com uma lista padrão de atributos. Cada um tem sua forma de relacionar-se com o mundo, com as pessoas e isso vai se construindo com a cultura, família, experiências, estudo e ainda, um fator genético não mensurável.

Chega de “fantasia”! Precisamos de líderes autênticos que se interessem em conhecer-se mais e utilizar o melhor e o “pior” de si para provocar desenvolvimento, amadurecimento.

Por Eli Melo