A reação natural quando nos sentimos ameaçados ou agredidos é de responder na mesma intensidade ao estimulo. Isso é perfeitamente natural porque o cérebro direciona sua energia para o mecanismo de defesa, agindo como um potente reator de força emocional. Contudo essa ação natural encobre a parte racional do cérebro que nos permitiria reações mais racionais e menos emocionais.

De semelhante modo, no ambiente corporativo, reagimos muito mais às dificuldades de forma emocional do que racional. Esse comportamento impossibilita o processo de fomento de ideias e alternativas que direcionem a empresa para a geração de soluções.

Em momentos difíceis precisamos nos adaptar e ajustar o rumo para atravessar as turbulências com o mínimo de perdas possíveis. E por mais incrível que possa parecer, sempre existe uma boa oportunidade de melhoria que é desenvolvida nesses momentos e que determina a continuidade das Organizações e Profissionais, onde em situações de normalidade, não seria explorado.

Não quero ir contra a Lei de Newton, mas gostaria de convidar o leitor a repensar que não necessariamente quando dois eventos quaisquer interagem, as forças exercidas são mútuas. Na Física um corpo vai exercer força contra o outro na mesma intensidade e direção. Mas de acordo com Stephen Covey, apenas 10% dos eventos em nossa vida estão relacionados com o que se passa conosco e não temos controle sobre eles. Já os outros 90% têm a ver com a nossa reação aos fatos que irão determinar suas conclusões.

Isso não quer dizer que precisamos ser passivos e condolentes, ao contrário, é preciso muita coragem para seguir um caminho diferente. Esse caminho, embora pouco utilizado, poderá nos surpreender quando optamos em sair de rotas de colisão, que não vale a pena seguir, para rotas inexploradas que surgem daquilo que podemos controlar: NOSSA REAÇÃO.

Por Anderson César